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Poesia

Aquela menina

Se um dia você se perguntar por aquela menina, saiba que ela ainda vaga por aí, procurando seu lugar ao sol.
Que ela descobriu a alegria de viver, ganhou asas e hoje ela voa por aí, reinventando galaxias e redescobrindo fórmulas.

Quando ela voltou a ser criança, foi quando realmente cresceu, desistiu das regalias e resolveu lutar pelo “impossivel”.
E quando se viu cansada, reforçou sua crença e manteve a visão fixa no objetivo.

 

Se ela conseguiu vencer?
Sim, ela conseguiu mais do que esperava.
Aprendeu que a satisfação pode estar no ato de buscar algo, encontrar é só consequência dessa longa jornada. E se por ventura o objetivo estivesse fora de cogitação, estaria ciente de que foi feliz pelo caminho.

 

Ela é só uma menina sem muitas histórias pra contar, apenas uma menina que deixou suas emoções tomarem proporções grandes demais.
Pra ela tudo se tornou muito intenso e suas vivências acabaram se tornando grandes pequenas histórias.

 

E quando me perguntarem sobre aquela menina insana, vou dizer que havia muito amor em suas loucuras, e embora o mundo não fosse um conto de fadas, sua crença foi seu grande diferencial.

 

Eu vou dizer que ela teve muitos “amores” e que todos acrescentaram de alguma maneira certa maturidade, ainda que ela não quisesse amadurecer.

 

Eu vou dizer que ela conheceu muitos garotos, mesmo que a maioria deles não tivesse nenhuma correspondência biunívoca com seus ideais.
Na verdade, apenas um reprensetava seu conjunto eqüipotente…
Para cada palavra um sorriso, para cada sonho uma esperança, para cada gota de chuva uma lembrança, para cada momento, uma música, para sua alma, uma alma, para o seu coração, um rosto…

 

Posso dizer que esse louco amor, foi dividido em duas gerações distintas.
A primeira, me servindo da literatura, resolvi chamar de primeira geração romantica, uma etapa de idealista, de perfeição, de pureza, de amor eterno.
Quando enfim, descobre-se que não há pessoas perfeitas, que não há amores eternos, chamo essa geração de ultra-romantismo ou mal do século, uma etapa destrutiva e pessimista, tomada por sentimentos suicidas e desistência. Mas a duras feridas, aprendeu a caminhar com os próprios pés.

 

Ela se cansou de homônimos perfeitos, que só causavam ruídos na comunicação; palavras idênticas, sentidos diferentes

 

Descobriu que o par ação e reação funcionava muito bem apenas no papel…
E desistiu de procurar respostas. resolveu ela mesma fazer as perguntas.

 

E talvez tenha sido assim, porque ela foi diferente, e de tão diferente, acabou sendo igual a todo mundo.

 

Um paradoxo tão desigual!

 

E se um dia te perguntarem sobre aquela menina, diga apenas que como o poeta, ela sonhou e amou a vida.
E não obstante, foi apenas uma menina, mais uma menina….

Mensagem Postada 3/4/2008