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As implicações energéticas da mentira

Muitas pessoas estão revoltadas com toda essa revolução na área política e em muitas delas já se nota descrença e desânimo com relação aos destinos do nosso país e da humanidade como um todo. Mas tudo nesta vida tem seu lado positivo e se a lama está vindo à tona é para promover uma profunda limpeza e mudança de atitudes.

Estamos preparando os caminhos para a construção de uma nova civilização, baseada em valores éticos. Mas, antes, é preciso limpar o passado. Vemos, portanto que tudo o que está acontecendo é muito positivo e nos enche de novas esperanças.

Outro aspecto muito positivo é constatar que certas máximas como: “A mentira tem perna curta” ou “A verdade sempre vem à tona”, não estão ultrapassadas e que podemos ainda acreditar em valores nobres. E refletir sobre isso nesse primeiro de abril…….

Estava lembrando que nos grandes tratados de ética, nas religiões e filosofias de todas as épocas, em todas as organizações sociais e políticas, existe um consenso: a mentira é um comportamento condenado e sua prática desestimulada, muitas vezes até com castigos severos.

Mas nem por isso deixamos de mentir…

Não é preciso ser muito esperto para concluir que o convívio de qualquer grupo humano fica impossível se baseado na mentira. Por isso, para a sobrevivência da raça humana e de sua cultura, somos educados no sentido de buscar e expressar somente a Verdade. Mesmo que ela seja o que mais tememos……

Mentir gasta energia. Mas o que poucos sabem é que além de questões éticas, morais e religiosas, mentir também tem implicações bioenergéticas: gasta uma energia tremenda!. Eu, por exemplo, que sou uma pessoa muito franca e transparente, quando preciso usar a mentira (e olha que eu não sou hipócrita o suficiente para negar que minto, às vezes), preciso ficar ensaiando muito tampo e chegar até a me convencer, para poder parecer mais “real” perante o outro.

Os ‘cara de pau’mentem tranqüilamente, mas quem já busca uma outra ética, fica constrangido ao mentir, sai da situação com uma sensação muito ruim. Isso é energeticamente desgastante.

Contada a mentira, começa agora uma nova etapa: a sustentação. Õ fulana, se a cicrana ligar, você confirme, por favor, que eu estava de cama e por isso não fui ao aniversário dela, viu?!!!

A lista é grande, dependendo do número de pessoas envolvidas. Sem falar que, diante da presença do outro temos de nos policiar para evitar contradições, que, por sinal, sempre acontecem, para nosso desespero! Perceba, então, que sustentar uma mentira, pode ser muito desgastante e vexatório, caso sejamos desmascarados. Portanto, vale mais à pena encarar a verdade, mesmo que magoe o outro. Assim temos, pelo menos, a atenuante da honestidade.

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O outro aspecto bioenergético da mentira é que gera contradição, energias discordantes e que podem obstruir o ritmo natural de nossas vidas. Explicando melhor: você não foi ao aniversário da sua melhor amiga, curtir aquela festa de família super chata porque não estava com vontade. Resolveu, então, ir par a balada com outros amigos. Mas disse à aniversariante que estava acamada vítima de uma gripe daquelas.

Isso significa que existem em seu campo energético duas realidades: você acamada e doente e ‘outra você’ super bem disposta dançando e se divertindo a noite toda.

Quando mentimos, criamos no plano astral a realidade da mentira, que não existe no plano concreto, mas se materializou (sutilmente) através de nossas palavras, da história que inventamos e da imagem que fica na mente de quem é ludibriado. Essa “realidade” sutil da mentira se choca com a “realidade” do que realmente aconteceu. Caso tenhamos o hábito de mentir, criamos realidades conflitantes e mandamos mensagens dúbias para o universo.

O resultado é uma vida confusa, atravancada, cheia de situações mal resolvidas, de desencontros. Os nossos chakras entram em desequilíbrio, bem como nosso campo mental e emocional.

A verdade é para o outro. O problema é que somos educados para dizer a verdade para o outro. Somos condenados e até punidos quando mentimos para o outro. Mas nossa sociedade não é tão severa e punitiva quando mentimos para nós mesmos, quando relutamos e fugimos da nossa verdade pessoal.

Muito pelo contrário, somos estimulados, em todos os momentos a comprar e consumir pacotes de felicidade instantânea e duvidosa.

Veja, a seguir uma curta lista de mentiras que aprendemos a tomar como verdade, desde pequenos, e o pior: impunemente:

1. Não sou boa o bastante
2. A Vida é perigosa
3. Se você não for uma boa menina, os outros não vão te amar
4. Não podemos confiar nas pessoas
5. Dinheiro não traz felicidade
6. Não podemos magoar os outros
7. Sua mãe e seu pai sabem o que é melhor para você
8. Não vale à pena trocar o certo pelo duvidoso
9. “Até que a morte os separe”
10. Tudo para mim é difícil
11. É muita areia para o meu caminhãozinho
12. Somente as magras são bonitas
13. Não é seguro expressar nossos sentimentos
14. A vida é assim mesmo e temos de nos conformar
15. Foi Deus quem quis
16. É tarde demais para…..
17. Já estou velha demais
18. Não mereço tanto
19. Nesta idade não arrumarei mais emprego
20. A segurança está em um bom emprego, acumular bens e ter um casamento sólido
21. Ruim com ele, pior sem ele
22. Homem só pensa naquilo
23. A carne é fraca (a dos homens!)
24. Mulher não é amiga de mulher
25. Papai do Céu vai ficar chateado
26. Ele não vai gostar de mim por causa da minha celulite
27. Seriedade e responsabilidade não combinam com alegria e descontração
28. Mulher que admite gostar de sexo não é “séria”
29. Flexibilidade e sensibilidade são fraquezas
30. Eu nasci assim e não é agora que vou mudar!
31. É melhor não se entregar para não sofrer mais tarde
32. Estão sempre querendo puxar o nosso tapete

E de verdade em verdade, ou melhor, de mentira em mentira, vamos nos afastando da essência da vida. Na medida em que nos guiamos não pela experimentação e pela nossa sensibilidade e sim por regras fixas e questionáveis, impostas pela experiência alheia, vamos criando uma camisa de força, nos imobilizando, impedindo assim o livre fluir da vida. E o resultado dificilmente será a felicidade.

Melhor seria consultar, sempre, as vozes do nosso coração e aprender que o que é bom para um não será necessariamente bom para todos e o que deu certo numa determinada situação pode não se mostrar tão eficiente em outro momento.

Precisamos, então, a cada instante refletir, sentir e intuir para fazer sempre o nosso melhor e descartar de vez respostas prontas e cartilhas do bem viver. Dá trabalho e requer responsabilidade para assumir nossas escolhas, mas é o caminho mais curto para a plena realização.

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