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De repente, 30

Chega um momento de nossas vidas em que se começa a pensar aonde estamos indo. E este é um momento mágico se você entendê-lo como um instante de crescimento. É quando, mais ou menos aos 30 ou 30 e poucos, entende-se que desenvolvimento é deixar de estar envolvido com algo e passar a se envolver com outra coisa, é mudar

Você deve conhecer diversas pessoas que passaram a repensar os rumos que sua vida tomou. Pensam sobre seus relacionamentos, separação ou casamento, ter filhos ou como anda a educação deles. Também refletem sobre sua vida profissional, uma carreira medíocre ou uma mudança de rumo, mudar de área e de ares, enfim, crescimento.

 

É um momento em que muitos ciclos se encerram ou pelo menos deveriam se encerrar e o questionamento sobre a vida e o propósito começa. É quando algumas pessoas começam a pensar sobre o que é a vida e qual o seu sentido. É quando você precisa de mais do que estímulos passageiros, fugazes, começa a pensar em construir algo maior.

Quando estes questionamentos começam a povoar a mente, a pessoa está buscando algo mais e talvez nem saiba ao certo o que é. É o momento de entender quais escolhas foram boas e as que não foram e de que maneira isso fez de você quem é hoje. E penso que a grande questão está aí, em quem você é.

Normalmente, o foco das pessoas está no que elas tem e no dinheiro que precisam para ter e fazer mais coisas e desfocam do ser. O que você busca é o que você é e nossa mente pode começar a romper com este modelo do ter e querer ser mais. Sonhos esquecidos, valores abandonados e promessas não cumpridas geram pessoas perdidas, descrentes de si e que perdidas passam a buscar algo sem saber o que.

Talvez este seja o começo da definição de um propósito, de encontrar um lugar no mundo e ter uma rota. É participar de sua própria vida, mas agora com gosto de felicidade, como uma viagem em que o destino é a “sua cara”. Um destino que tem a ver com o EU, com a identidade e com os valores pessoais que passam a fazer muito mais sentido na nova jornada.

É um momento que pode ser mágico e poderoso, causador das maiores e mais lindas transformações quando bem aproveitado. Se este é um momento que você se identifica, se é o momento em que você está agora, não tenha medo de questionar, de se perguntar o que vale a pena manter e o que vale a pena deixar no caminho. Porque esta jornada pode começar agora e levá-lo muito mais longe do que você pensou, desde que você permita que seus comportamentos possam mudar.

Você pode chamar isso de “vergonha na cara”, “rumo na vida”, amadurecimento, isso não importa, são rótulos para quem cria ou faz as pazes com sua identidade. Quem reúne seus valores com aquilo que faz tem mais gosto pela vida e mesmo em momentos difíceis consegue manter o sorriso e a felicidade. São pessoas que entendem que ser feliz é caminhar para o propósito sendo elas mesmas, sem máscaras ou filtros.

E você trouxe filtros de sua família, criou máscaras para esconder sua espontaneidade, criatividade e energia para se encaixar no que os outros queriam e agora pode ser o momento de abrir mão do que transformava você em outra pessoa que jamais foi você mesmo. E não importa se você tem menos de 30, mais de 30, porque isso também é um rótulo apenas e você não precisa se definir por um rótulo, uma idade. Defina-se pela sua identidade, reflita e não deixe de buscar suas respostas.

E lembre-se: o limite é você quem faz!

 

Cristiano Acosta, 1 de julho de 2013

Fonte: http://www.administradores.com.br/artigos