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Me poupe

Eu não sou desse tipo de mulher que espera o cara perfeito, sabe? Não mesmo! Já passei dessa fase. O que eu quero é muito mais simples, mas parece que está cada vez mais difícil de encontrar. Aliás, sendo bem sincera, esse conceito de “bom partido” nunca fez muito sentido pra mim. Eu não quero um cara para pagar as minhas contas, me defender do perigo e muito menos dar uma casa luxuosa pra eu cuidar. Não! Eu sei me virar e posso conquistar isso tudo sozinha. O que eu procuro é um companheiro, entende? Um parceiro pra vida mesmo. Alguém que eu sei que vai estar ali na hora que eu precisar. A qualquer momento. Alguém que vai acrescentar na minha vida e permitir que eu também possa somar na dele. E olha que eu nem estou aqui falando só de fidelidade. É muito mais que isso. Eu falo de lealdade e parceria. Eu quero alguém que me deixe orgulhosa e que tenha orgulho de mim. Que sonhe os meus sonhos. Que jogue no meu time. Sabe do que eu estou falando? Pra mim não interessa aquele bonitão que já pegou metade da cidade. Eu não quero ser só mais um trofeuzinho na estante desse babaca. Nem muito menos a princesinha do cara bem sucedido que vai aprontar todas por aí enquanto eu finjo que não sei de nada em troca da vida de madame que o dinheiro dele pode me propiciar. Tô fora! Me poupe, se poupe, nos poupe. De verdade, acho que toda mulher tem o direito de escolher o que acha que a faça feliz, mas esse tipo de coisa realmente não é pra mim. Eu quero é alguém que me conquiste a cada dia, que esteja disposto a evoluir comigo, que goste da minha companhia e que também saiba respeitar o meu espaço. Alguém que eu não vou precisar ficar vigiando o celular ou discutindo o que podemos ou não fazer. Deus que me livre! Pra mim só faz sentido ter alguém que me faça ser mais feliz do que eu já sou sozinha, o que não é tarefa fácil. O mais triste que eu acho disso tudo é que muitas mulheres lerão este meu desabafo e dirão que se identificam, quando na verdade estão fazendo exatamente o oposto. Elas reclamam que todo homem é igual, mas na verdade são elas que sempre procuram o mesmo tipo de idiota. E estão lá, sorrindo na estante de todos eles. Fazer o que, né? A plantação é livre, a colheita é obrigatória. Só não venha depois reclamar das consequências da vida que você mesma escolheu.

Precisava escrever – Rafael Magalhães