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O amor

As histórias de amor não naufragam por causa das grandes catástrofes. Conheço inúmeros casos de relações que sobreviveram após dolorosos acidentes morais. O que rouba a vida de um casal é o esquecimento progressivo. De vez em quando precisamos tirar aquela carapaça dura que rouba a sensibilidade da pele. É preferível ter a pele fina com uma cicatriz que sente, do que um calo duro que petrifica o coração. Ás vezes tirar as escamas dos olhos pode provocar certa sensibilidade à luz. Mais vale passar pelo incômodo de ver na claridade do que ficar no comodismo dos que escolheram não enxergar. O amor está em risco quando nós deixamos de considerar importante a prática da gentileza. Ele está em perigo quando esquecemos de regá-lo com sua dose de sacrifício e renúncia diária. E está por um fio quando a gente começa a esquecer. Esquecer de ser cordial, esquecer de ser carinhoso, esquecer do quanto fazer o outro feliz preenche a própria alma. O desafio de quem ama é se lembrar, e demonstrar, com atos, que não anda com amnésia…

#AndradeMoraes@andradices