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O movimento Slow

Vivemos sob intensa pressão. O tempo parece escapar pelos vãos dos dedos. Temos a sensação de que passa mais depressa do que antes. Não temos tempo para nada. Será que é assim mesmo ou nós estamos internamente acelerados?

Podemos sobreviver de maneira saudável a esta jornada frenética?


Na Itália, nos anos 80, iniciou-se um movimento chamado Slow Food (alimentação lenta), para lutar contra a uniformização dos sabores, a má qualidade da comida, fruto da globalização e da cultura Fast Food. O que o movimento Slow Food prega é que as pessoas devem comer e beber mais devagar, saboreando os alimentos, “curtindo” seu preparo, no convívio com a família, com amigos, sem pressa e com qualidade.


Com o passar dos anos, o Movimento Slow estendeu-se a outras esferas, não mais apenas à alimentação. As pessoas começaram a perceber que vivemos e trabalhamos como malucos, numa busca desenfreada por resultados imediatos, o que deixa as pessoas estressadas, causa distúrbios de ansiedade, depressão e outros males.

O Movimento Slow propõe uma mudança de atitude cultural buscando uma velocidade mais natural para a vida. Não se trata de fazer tudo em um ritmo lento e deliberado, mas em fazer as coisas no ritmo certo. De acordo com seus adeptos, a vida é vivida depressa demais. É preciso encontrar um novo caminho para viver melhor.


A ideia é assumir o controle do tempo, ao invés de sermos submetidos a sua tirania. Seus seguidores defendem a priorização das atividades que resultam no desenvolvimento integral do ser humano, e que não devemos ser escravos da tecnologia, mas aproveitar o que ela nos pode oferecer de melhor.
É uma revolução cultural contra a noção de que “mais rápido é melhor”. A filosofia Slow defende que devemos aproveitar os minutos em vez de apenas contá-los. Fazer as coisas o melhor possível em vez de o mais rápido possível. Ressalta a importância da qualidade sobre a quantidade.
Este movimento está chamando a atenção até dos americanos, defensores do “Fast” (rápido) e do “Do it now” (faça já).

Mas é bom esclarecer que essa atitude “sem-pressa” não significa fazer menos, ou ter menor produtividade. Significa fazer com mais qualidade e produtividade, com maior perfeição e atenção aos detalhes. Significa menos stress e mais autorrealização, mais prazer. Significa retomar os valores da família, dos amigos, do tempo livre, do lazer. Uma retomada dos valores essenciais do ser humano, dos pequenos prazeres do cotidiano, da simplicidade de viver e conviver. Significa um ambiente de trabalho menos coercitivo, mais alegre, mais leve e, portanto, mais produtivo. Um lugar onde pessoas felizes fazem com prazer o que sabem fazer de melhor.

“É inútil forçar os ritmos da vida. A arte de viver consiste em aprender a dar o devido tempo às coisas”. Carlo Petrini (um dos idealizadores do movimento)

Vamos refletir sobre o ritmo em que estamos vivendo? Na vida, assim como na música, o ritmo é fundamental.

Paz e Alegria,
Carlos Hilsdorf