O que é a fidelidade?

Há filmes que parece não terem nada a dizer, mas isso pode ser apenas numa visão apressada. ‘Le fidele’ (‘Fidelidade sem limite’), indicado ao Oscar de melhor Filme Estrangeiro pela Bélgica, dirigido por Michaël R. Roskam, é uma interessante mescla de gêneros, que vai do romance ao melodrama.

Merece destaque a atuação da carismática atriz Adèle Exarchopoulos, que interpreta um piloto de carros de turismo que se apaixona por um sedutor que se apresenta como comerciante de carros importados, mas que é o líder de um bando que realiza assaltos sofisticados a bancos.

Ele acaba preso no que seria seu último roubo. E ela, grávida, é capaz de tudo para soltá-lo. Porém, tudo muda quando ela perde o bebê e descobre estar com um grave câncer em estado terminal. Abrem-se assim as portas para ligações com a máfia albanesa, traições e corrupção.

A fidelidade do título se manifesta das formas mais diversas. Está o amor em jogo, como a protagonista ilustra, mas também são discutidos valores internos, por exemplo, como a da família dela, que se mantém unidade e coerente mesmo em meio a todos esses acontecimentos. Quem é fiel a quem e sob qual conceito? Essas perguntas levantadas pelo cineasta são muito incômodas e atuais. 

Oscar D’Ambrosio é jornalista pela USP, mestre em Artes Visuais pela Unesp, graduado em Letras (Português e Inglês) e doutor em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e Gerente de Comunicação e Marketing da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

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