Por um mundo melhor

Quando seu filho se encontrar com o meu na pracinha, explique pra ele que cada criança aprende em seu ritmo. E que o coleguinha ainda está aprendendo a falar. Mas que ele demonstra se está feliz ou triste através dos barulhinhos que faz, do sorriso no rosto ou das rugas na testa, dos pulinhos e das mãos que balançam. E basta prestar atenção que a gente consegue entender muita coisa através desses sinais!
Quando tiver a oportunidade, explique para o seu filho que as pessoas são diferentes. Uns andam com as pernas, outros andam com uma cadeira, outros de muleta. Uns falam, outros se expressam através de sinais, de balbucios, de aplicativos no tablet. E que o mundo tem mais graça assim: cada um de um jeito, com a roupa de um jeito, com o cabelo de outro jeito. Mas que, apesar das diferenças, todos têm os mesmos direitos e querem a mesma coisa: ser feliz.
Pode ser que, em algum momento, meu filho empurre o seu. Assim como pode ser que, em algum momento, seu filho bata no meu. Crianças beijam, abraçam, demonstram carinho de variadas formas. Crianças brincam. Crianças fazem bagunça. Crianças também brigam, mordem, batem às vezes. E isso independe de serem autistas, terem síndrome de Down, de Edward ou qualquer outra condição, ou nenhuma. Crianças são seres que ainda estão aprendendo a lidar com as emoções e precisam dos adultos para guiá-las, e isso independe de qual criança estamos falando.
Quando seu filho se encontrar com o meu em qualquer lugar, não os afaste. Não reaja com medo. Não demonstre preconceito. Tem dúvidas? Fale comigo! Tente entender, aja com naturalidade, diga “oi”! Crianças aprendem sobre o que devem aceitar, temer ou rejeitar através dos pais. Ensine-o a aceitar a diferença através da sua atitude. Eduque-o para a diversidade!
Se queremos um mundo melhor no futuro, devemos formar pessoas melhores para construí-lo. E isso é trabalho de todos nós! Vamos começar? 😉

Texto de Andréa Werner do blog Lagarta Vira Pupa 💕

Fabi

Essa moça mantém uma relação afetiva com seu passado e costuma agir mais com a emoção do que com a razão. É dessas que amam demais. E se doem mais do que deveriam. Saudosista ao extremo, ela costuma mergulhar em fotos e lembranças que tempo algum destruiu. Sem mágoas. Já cicatrizou todas que restavam.

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